quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Nuvens na parede branca sobre manchas de sangue

Você sofreu, eu senti
você quis, eu desejei
mas eu não parei por ai
eu fui fundo
agora você quer q eu entenda que
tudo não passou de nada?
que a vida é assim ? simples?
eu não acredito nisso!

desculpe mas o telefone que você discou não existe!
desculpe mas ...
desculpe mas não podemos atende-lo

você tem medo de que afinal?
será porque eu não sinto mais nada é por isso que não sinto esse medo de viver?

onde esta o seu brilhante futuro?
no banco? na segurança? no conformismo atrás de cada ato de agrado aos seus?

não me faça chorar de rir!
isso tudo é só mais uma bela peça teatral pra mim
eu vejo muito mais que isso
eu vejo a cena
sem atores nem emoção
eu vejo a carne, em deterioração

e no coração?
só sangue ardente pelas veias q explodirão!
e no coração?
...

me desculpe eu só usei você pra mim
me desculpe você também você foi mais uma usada!
me desculpe eu só queria sua carne
me desculpa mas, estou te usando agora!

SOMOS ROUPAS DESCARTÁVEIS!!!

e não perdoo nenhum de vocês, porque a sua felicidade custou o meu espírito, a

minha carne!

entre as nuvens na parede branca
as manchas de sangue continuam por baixo da tinta
é só um disfarce você não pode esconder isso pra sempre

quanto mais de cegueira você quer encontrar
na felicidade de um belo jantar!
ou na tristeza de quem não tem o que pensar?
alimente-se, farte-se da minha carne
engula meu sangue
vomite meu nada
pois é isso q sinto
o nada

0 comentários:

Postar um comentário